terça-feira, 7 de outubro de 2014

Elson Longo é o novo treinador de Romboli, Hocevar e Lopes


Hocevar, Romboli, Elson e Lopes


Desde o final de setembro, os três tenistas integram a equipe de treinamentos no CFR, em São Carlos, e se preparam para uma série de torneios futures nos próximos meses.



Juntos, eles têm no currículo mais de 30 títulos em campeonatos profissionais. Jogadores experientes no circuito, Fernando Romboli (EGA Solutions), Ricardo Hocevar e Tiago Lopes agora fazem parte da equipe competitiva do CFR, Centro de Formação e Rendimento, em São Carlos sob a coordenação de Elson Longo. Eles seguem treinando motivados para uma série de torneios da ITF de US$ 10 mil e de US$ 15 mil que vão disputar entre outubro e novembro no Brasil e na América do Sul.

Hocevar, que atualmente ocupa a 463ª posição na ATP e chegou a ser 149 do mundo em 2009, está confiante no novo trabalho desenvolvido por Elson e sua equipe. “Tenho certeza que com o trabalho que venho fazendo aqui vou chegar aos meus objetivos e voltar a jogar os grandes torneios”, comentou o paulista de 29 anos que já venceu 13 futures e um challenger.

O jogador de 25 anos Romboli, atual 474º do mundo, também está muito animado com a novidade. “Essa foi minha primeira semana treinando com o Elson e já consegui render bastante. A equipe de treinadores do CFR dá uma atenção muito especial e podemos contar com uma estrutura completa para os treinos”, disse o tenista carioca que possui 11 títulos de futures e já foi o 3º melhor juvenil do mundo.

Já o paulista Lopes, 543º da ATP, de 27 anos e que acumula sete troféus de torneios da ITF na carreira, ressalta a importância de treinar com alguém que possa acompanhá-lo nas viagens. “Esse trabalho que o Elson vem fazendo durante os torneios de ‘travel coach’ é fundamental para o crescimento dos jogadores. Além disso, quando estamos aqui na academia treinando, ele dá atenção na parte de biomecânica, que faz toda a diferença, porque o circuito é muito competitivo e precisamos evoluir constantemente.”

Para Elson, que também é capacitador da CBT na área de biomecânica, os novos membros da equipe do CFR vieram na hora certa. “Este é um momento muito especial para mim. Estou vivenciando um grande aprendizado por ter a oportunidade de treinar tenistas de nível tão elevado. Tudo começou com a vinda de Nicolas Santos (ex-número 2 do mundo juvenil) em maio deste ano. Durante as viagens nos torneios, acabei conversando com o Ricardo Hocevar, o Tiago Lopes e o Fernando Romboli e fechamos uma parceria”.

“Além disso, o CFR possui toda a estrutura que uma grande academia deve ter, com preparo físico direcionado, além de uma equipe que está preparada para treinar jogadores de ponta, formada pelos ex-jogadores profissionais Vivian Segnini e Eugênio Estefini. Também contamos com Daniel Abrahão, o fisioterapeuta Lucas Rodrigues e a nutricionista Luciana Merlim. Estamos fazendo alguns ajustes técnicos nos jogadores e em breve estaremos nos torneios“, explicou o são-carlense.

Também fazem parte da equipe de jogadores profissionais do CFR, Nicolas Santos, Renan Espricigo, Luis Brito, Marcos Bernardes e Juliana Cardoso.

Equipe CFR


Sobre Elson Longo

O ex-jogador profissional Elson Longo é formado em física teórica na USP e é conhecido por atuar na capacitação brasileira desde 1999 na área de biomecânica. Além disso, foi responsável por várias traduções entre elas a do Manual Avançado para treinadores da ITF. Já treinou diversos jogadores, com destaque para Vivian Segnini, ex-top 244 da WTA e que atingiu o topo nacional em 2008. Foi palestrante de congressos da ITF e autor do livro “A Quadra dos Sonhos”, com César Kist.



Sobre o CFR, Centro de Formação e Rendimento

Localizado a 230 km da capital paulista, o Centro de Formação e Rendimento foi inaugurado em 2012 e conta com sete quadras de saibro, espaço destinado ao Crossfit e para corrida, vestiários, numa ampla área arborizada. O time do CFR é composto por 20 jogadores, comandados por Elson Longo, sendo que oito disputam regularmente o circuito profissional de tênis. Além disso, a equipe de treinadores é multidisciplinar, com preparador físico, fisioterapeuta e nutricionista.

sábado, 4 de outubro de 2014

Joana Cortez rumo ao topo do beach tennis novamente





Confira a entrevista com a melhor brasileira no ranking mundial de beach tennis e ex-número 1 do mundo na modalidade.




A carioca de 35 anos Joana Cortez disputou o circuito profissional de tênis por nove anos, foi número um do Brasil em simples e duplas, alcançando a 204ª posição no ranking da WTA em simples e a 115ª nas duplas. Além disso, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg em 1999 e de Santo Domingo (2003) e medalha de bronze no Pan do Rio, em 2007.

Depois dessa carreira de sucesso do tênis, Joana resolveu continuar como atleta, mas em outro esporte, no beach tennis. Começou em 2008 nas areias das belas praias do Rio de Janeiro e não parou mais. Atualmente ela ocupa a 4ª posição do ranking da ITF, mas já chegou a liderar o ranking mundial desta modalidade por um ano, ao lado da paulista Samantha Barijan. Elas foram as primeiras jogadoras sem ter nacionalidade italiana a ocuparem o topo do ranking mundial.

Confira abaixo como foi a trajetória desta incrível jogadora, numa interessante entrevista realizada em Santos no final de setembro, quando Joana foi campeã do ITF G1 com a alemã Maraike Bigmaier e Bicampeã Pan-Americana ao lado de Flavia Muniz.

Joana e Flavia Muniz/ Foto: Beach Mag

1- Joana, conta como você começou a jogar beach tennis.
Eu comecei em 2008, incentivada por Adão Chagas e pelo Leopoldo Correa, que trouxeram o beach tennis para o Brasil. Eles me convidaram para jogar o Mundial de Beach Tennis em Ravenna, na Itália. Eu treinei apenas um mês para esse mundial e chamei a Marcela Evangelista para jogar comigo. Ela jogou só uma vez e aceitou o desafio. E ainda ficamos em terceiro lugar! Mas, nessa época eu ainda era treinadora de tênis e tinha muito compromissos com o tênis, mas aos poucos fui me envolvendo mais com o  beach tennis e ele foi ganhando espaço na minha vida.

2- Quando você começou a jogar com a Samantha Barijan?
Em 2009 conheci a Samantha e começamos a trabalhar com projetos de beach tennis e tênis no Rio de Janeiro. Nessa época começamos a jogar beach tennis juntas e fechamos uma parceria com a italiana Simona Bonadonna para termos mais conhecimento sobre o esporte, porque a Simona é considerada uma das melhores jogadoras de beach tennis de todos os tempos e trabalha numa grande academia na Itália. Nós fomos para lá aprender mais com ela e usamos a mesma metodologia de trabalho que é usada por lá nas nossas aulas aqui no Brasil. No começo eu e a Samantha treinávamos jogando simples e depois criamos uma equipe para treinarmos juntas com outras pessoas também, a C2BTennis.


3- E quanto tempo vocês jogaram juntas?
Fizemos uma parceria de 2009 a agosto deste ano. Durante um ano, de setembro de 2013 a setembro de 2014, eu e a Samantha ocupamos o topo do ranking mundial.

4- E agora você tem parceira fixa?
Eu ainda estou vendo com quem vou fazer parceria, mas por enquanto estou mudando as parceiras em alguns eventos para ver como as coisas vão acontecendo. Acabei de ganhar o torneio G1 de Santos com a Maraike Bigmaier, ela é muito rápida, gostei muito de jogar com ela, quem sabe jogaremos juntas no futuro.


5- Você esperava todo esse sucesso que está alcançando no beach tennis?
Eu não esperava tanto sucesso assim, via um potencial no esporte, mas eu não esperava que eu fosse chegar a ser número 1 do mundo e que fosse virar essa febre que está no Brasil. Acho que a entrada da ITF foi muito importante, fez crescer o esporte, expandindo muito rápido. Mas, acho que ainda falta ser um pouco mais organizado.

6- Agora fala um pouco da C2BTennis. Além de você, quem mais faz parte dessa equipe? E quais são os points?
Fazem parte da equipe a Samantha Barijan (5ª da ITF), Lorena Melo (15ª), Luciana Fernandes (29ª), Paula Cortez (31ª) e uma francesa, a Magali Garnier (18ª). Treinamos diariamente e fazemos um preparo físico especializado, que é muito importante para nosso desempenho nos torneios. Nossos points são no Recreio, Barra (2), Ipanema, Leblon, Ilha do Governador e no Clube Caiçaras. Nesses lugares acontecem aulas, treinos e também fazemos alguns eventos.


Samantha, Lorena, Joana e Luciana - equipe C2BTennis/ Foto: BT Mag

7- Em que aspectos o tênis profissional te ajudou no beach tennis?
Pensando um pouco, logicamente que quem foi tenista acaba pegando o esporte mais rápido na parte técnica, mas acho que pra mim o grande diferencial de eu ter jogado tênis profissional é uma facilidade para lidar com os momentos de pressão. No beach tennis só tem um saque, tem no-ad (os games não tem vantagem), então acho que acabo jogando bem nos momentos de pressão pela experiência que tive no tênis. E isso ajuda muito.

8- Como foi a experiência de fazer jogos de exibição de beach tennis em Roland Garros, em Paris, este ano?
Realmente foi demais, pela primeira vez na história do torneio houve uma exibição de beach tennis. Foram jogos entre as equipes de três países, Brasil, Itália e França. Representaram o Brasil: Vini Font (número 3 do mundo), Guilherme Prata (16º), eu e a Samantha. Foi muito legal, ficamos muito felizes de jogar em Paris, num dos torneios mais importantes do tênis internacional. Foi ótimo para promover o beach tennis e, é claro, aproveitamos para assistir alguns jogos de tênis. Espero que apareçam mais oportunidades como essa para a divulgação do beach tennis.






9- Como você acha que um jogador de tênis competitivo pode se beneficiar com o beach tennis?
Acho que ajuda bastante na parte física porque vai ter que jogar na areia, trabalhando muito os membros inferiores. Uma coisa boa é que não vai atrapalhar o tenista no sentido de poder causar alguma lesão, porque não vai causar. Não é como jogar futebol, por exemplo, que o jogador pode se machucar, sabe? E outra coisa, ajuda muito na parte mental, o beach tennis é divertido e descontraído, então o tenista relaxa um pouco, porque o circuito profissional de tênis é muito duro e desgastante.


10- Você consegue viver só dos torneios de beach tennis?
Não dá para viver só dos torneios. Para você ter uma ideia, o torneio G1 da ITF, um dos que mais premia, distribui 5 mil dólares para o feminino e mais 5 mil para o masculino, sendo que o campeão leva 750 dólares... Tenho alguns patrocinadores, entre eles o Rei do Mate que me ajuda financeiramente e pode ser que eu tenha alguma ajuda no bolsa atleta, mas acredito que precisa ter um envolvimento político maior no esporte. Então também dou aulas para me manter quando não estou disputando torneios.


11- E como você faz para conciliar tudo?
Hoje consigo conciliar os treinos, as aulas e os torneios, porque para o ranking mundial da ITF de beach tennis só valem os seis melhores resultados que você tem no ano. Não é como no tênis, que você precisa defender os pontos de cada torneio no ano seguinte e precisa jogar bem o ano inteiro. Acho que quando isso mudar, o circuito vai ficar ainda mais difícil e competitivo e acredito que terei que viajar mais.


12- Qual o seu maior objetivo com o beach tennis?
Quero muito que o esporte se torne olímpico. É bem legal de assistir os jogos, num ambiente muito parecido com o vôlei de praia, então acho que seria um grande sucesso nas Olimpíadas. Também quero trazer mais crianças para o esporte e voltar a ser número um do mundo em breve, lógico (risos)...

13- Qual a mensagem que você deixaria para quem quer começar a jogar?
Gostaria de convidar as pessoas a experimentar esse esporte. Tem muita gente que leva uma vida sedentária e o beach tennis pode ser a chave para uma vida mais ativa. Então, venha se divertir e praticar uma atividade esportiva jogando beach tennis!

Joana/ Foto: BT Mag



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O novo Top 5 do Beach Tennis: Marcus Ferreira



Marcus Ferreira/ Foto: Mariana Nardelli

Confira a entrevista exclusiva com o brasileiro que joga ao lado do conterrâneo Thales Santos e que juntos formam a quinta melhor dupla do mundo.


Nesta segunda-feira, dia 29 de setembro, Marcus Vinícius Ferreira e Thales Santos acordaram com uma ótima novidade. Depois da grande campanha nos torneios em Santos, eles atingiram sua melhor colocação no ranking mundial de beach tennis, com a 5ª posição na ITF (International Tennis Federation).

Jogando juntos desde 2011, a dupla acumula mais de dez títulos em campeonatos internacionais de beach tennis. Até a semana passada, eles ocupavam a 8ª posição no ranking mundial e o top 5 é resultado de muito trabalho e dedicação desses talentosos atletas, que em outubro vão completar 28 anos.

Após este grande feito, leiam abaixo a entrevista que fiz com Marcus durante os Jogos Pan-Americanos (em que foi campeão com Thales, representando o Brasil), logo depois deles serem vice-campeões do torneio ITF G1 de Santos.


Marcus e Thales em ação no torneio ITF G1 de Santos
1-     Como você começou a jogar beach tennis?
Comecei em janeiro de 2009, incentivado por Rubio Ribeiro em Santos. Ele costumava montava as redes e chamava as pessoas para jogar. Nessa época eu ainda jogava tênis, disputava alguns qualifyings de futures (torneios da ITF com premiação de 10 mil dólares) e torneios primeira classe da FPT (Federação Paulista de Tênis), então o beach tennis era mais um lazer pra mim.


2-     Quando você percebeu que o beach tennis era seu esporte e que você poderia realmente se destacar nisso?
Foi no primeiro torneio internacional que joguei em Florianópolis, ITF G1 em 2011, em que eu e Thales  chegamos à semifinal e quase vencemos uma dupla italiana top 5. 


3-     E quando você começou a jogar com o Thales?
Eu conheci o Thales através do tênis, ele era um dos meus principais adversários aqui na Baixada Santista. E também ele era um dos melhores do Brasil no frescobol, mas esse esporte acabou não ganhando tanto destaque por aqui. Então, em 2011 decidimos que iríamos jogar juntos. E acabamos tendo sucesso nos torneios.


4-     Como é a rotina de treinos de vocês?
Normalmente encaixamos os treinos entre as aulas que damos aqui em Santos. Geralmente treinamos na hora do almoço, todos os dias. Fazemos diariamente o preparo físico e temos muito cuidado com esta parte, fazemos exercícios específicos e de prevenção de lesões. 

5-     E vocês costumam ir para outro lugar treinar?
Costumamos passar dois meses treinando e jogando na Itália. Lá é o berço do beach tennis, então é o melhor lugar para buscar novos conhecimentos sobre o jogo. Já treinamos com jogadores famosos e em grandes academias, mas na verdade ficar jogando contra os melhores do mundo já é um grande treino. Acho que no começo eu ainda tinha forte influência do tênis nos meus golpes, mas hoje em dia posso dizer que evolui bastante e meu jogo é muito mais a cara do beach tennis moderno.





6-     E você consegue viver do beach tennis?
Ainda não consigo me sustentar apenas jogando torneios, preciso dar aulas para me manter no circuito. Mas, eu conto com a ajuda de alguns patrocinadores, tais como Rei do Mate, Splan, Vision, Coltex, ASBT e Fupes, que auxilia com fisioterapia, nutrição e preparação psicológica. 

7-     Você esperava todo esse sucesso que vem alcançando no beach tennis?
Eu não esperava todo esse sucesso, tudo o que está acontecendo comigo, jogar em tantos países diferentes e com todos esses resultados positivos nos torneios. Também não sabia que o beach tennis teria tanta estrutura no Brasil. Hoje em dia muitos jogadores vêm de várias partes do mundo para tentar ganhar dos brasileiros, já somos referência no esporte. Na verdade, o esporte está crescendo muito no Brasil. E também muita gente está procurando aulas aqui em Santos e em São Paulo também.

8-  Como foi disputar o mundial por equipes este ano em Moscou, na Rússia?
Foi a minha primeira vez no mundial, foi muito legal ter sido convocado, ficamos em segundo lugar. É sempre um prazer representar o meu país.

9-  Atualmente você e o Thales são a quinta melhor dupla do mundo. O que você acha que falta para vocês chegarem ao topo do ranking mundial?
Acho que falta amadurecer um pouco. A gente precisava ter condições para se dedicar mais, treinar com os melhores do mundo o tempo todo. Esse ano, fomos campeões Pan-Americanos e Sul-americanos, então acho que estamos no caminho certo.


Marcus e Thales foram campeões Pan-Americanos de 2014

10-     Você é diretor técnico esportivo na ASBT (Associação Santista de Beach Tennis) e ainda organiza torneios junto a esta associação. Qual é o maior objetivo da ASBT?
O objetivo da associação é desenvolver a prática do novo esporte com crianças, adolescentes e pessoas de todas as idades, durante todo o ano na praia, para que todos possam praticar uma nova modalidade esportiva. A associação também mantém uma equipe de treinamento, a qual faço parte.

11-     Quem mais está na equipe da ASBT?
Eu, o Thales e o Adolfo Januário no masculino. Os juvenis são Lucas Martins e Pedro Esteves e no feminino temos a Taynara Moraes, a Ana Cecília Maciel, Vitória Maua e a Bruna Ponce. Além de disponibilizar as quadras e material para treino, a Associação tem um projeto social, em que duas vezes por semana dá aulas de beach tennis gratuitamente para crianças.


12-  Para quem se interessar em fazer aulas com você, onde você dá aula e como é possível entrar em contato?
Eu dou aulas em Santos e no Círculo Militar em São Paulo, meu telefone é (13)996474547 e meu e-mail é mvferreira10@gmail.com.


13-  Você foi jogador de tênis. A gente sabe que muitos jogadores de beach tennis vêm do tênis. O que você tem a dizer para esses novos beachtennistas que foram tenistas?
O tênis é o esporte de raquete mais técnico que existe. A pessoa precisa passar por um processo de adaptação, precisa saber que é outro esporte. Uma das grandes vantagens é a empunhadura que se usa no voleio do tênis que é a mesma do beach tennis, então a pessoa já tem essa facilidade. Na competição o tenista leva vantagem porque está acostumado com o fair play (marcação de bolas e contagem de pontos). Acho que a diferença do piso é a maior dificuldade para o tenista. Jogar na areia não é fácil, então é questão de ir se adaptando ao novo esporte.

14-  E qual o seu maior sonho com o beach tennis?
Na verdade, o que me deixa muito feliz é ver o crescimento do esporte e ver que as pessoas estão mudando os hábitos de vida para um estilo mais saudável por causa do beach tennis. Isso posso constatar com as minhas aulas. Meu sonho é poder levar o beach tennis para todos os lados. Eu sei que em algum momento minha carreira profissional como jogador vai acabar, então vou querer continuar no esporte dando aulas. Meu outro sonho é que o beach tennis se torne um esporte olímpico. Este é um esporte maravilhoso em que todos podem jogar. Só quem joga sabe como é. Um clima de confraternização absoluta. O beach tennis acrescentou muito na minha vida e está acrescentado também na vida de várias pessoas.

15-  E qual conselho você daria para quem nunca praticou um esporte e pensa em jogar beach tennis?
Experimente o beach tennis. Não tem como você não gostar. É um esporte muito democrático, aceita todos os níveis e idades! Você vai adorar!

Muito obrigada Marcus! E boa sorte nos torneios!

Eu que agradeço a oportunidade!

Marcus e Thales no torneio de Aruba/ Foto: Mariana Nardelli


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Brasil domina eventos de beach tennis em Santos



Equipe brasileira do Pan-Americano/ Foto: CBT

Confira tudo o que aconteceu no 5º Open de Beach Tennis ASBT-Primavera ITF G1 e no Jogos Pan-Americanos, realizados na baixada santista.


Os apaixonados por beach tennis tiveram uma semana mais do que especial em Santos, no litoral paulista. Entre os dias 17 a 21 de setembro, a cidade recebeu três eventos desta nova modalidade, que movimentaram as areais do Gonzaga. E os brasileiros ocuparam o lugar mais alto no pódio de todas as categorias, no ITF G1, que distribuiu US$ 10 mil em prêmios, nos Jogos Pan-Americanos e no 5º Open de Beach Tennis ASBT-Primavera 2014.

Samantha Barijan/ Foto: Carlos Borges

Esta foi uma grande oportunidade para os atletas amadores verem seus ídolos de perto e aprenderem um pouco mais sobre este novo esporte, que vem conquistando o Brasil e o mundo. A competição foi organizada pela ASBT, em parceria com a Secretaria de Esportes de Santos e a CBT (Confederação Brasileira de Tênis).

Flávia Muniz (No. 6 do mundo) ao lado da Presidente da ASBT, Sueli Maluza

Apesar dos italianos ainda dominarem o beach tennis, já que a Itália foi o berço do esporte na década de 80, o Brasil vem se firmando como a segunda maior potência, com três beachtenistas top 10 no masculino e no feminino. Além disso, os primeiros jogadores sem ter nacionalidade italiana a ocuparem a primeira colocação no ranking mundial foram os brasileiros Joana Cortez, Samantha Barijan (ambas em setembro de 2013) e Vini Font (em junho de 2014).

Cortez e Barijan já foram a dupla número 1 do mundo/ Foto: Giampiero Sposito
 No torneio ITF G1, na categoria profissional, que vale pontos para o ranking mundial da ITF (Federação Internacional de Tênis), a dupla campeã feminina foi formada pela brasileira, número 4 do mundo, Joana Cortez que jogou ao lado da alemã, Maraike Bigmaier, 13ª. Elas venceram na final a parceria formada pela 5ª da ITF, Samantha Barijan e a 15ª, Lorena Melo, por 6/4, 5/7 e 6/3


Joana Cortez e Maraike Bigmaier/ Foto: Carlos Borges Jr

Já no masculino, o brasileiro atual número 3 do mundo, Vinicius Font e o italiano 4º da ITF, Alex Mingozzi, venceram na final a dupla local número 8 do mundo, formada por Marcus Ferreira e Thales Santos, por 3/6, 6/4 e 6/2.


Vini Font e Ralff Abreu no Pan-Americano

A segunda edição do Campeonato Pan-Americano de Beach Tennis foi também muito disputada e novamente os brasileiros ficaram em primeiro lugar em todas as categorias. Além do Brasil, participaram Chile, Argentina, Aruba e Venezuela.

 
Na disputa feminina, a final foi verde e amarela, com a carioca Joana Cortez conquistando mais um título. Ela e a número 6 do mundo, Flávia Muniz venceram Samantha Barijan e Lorena Melo, por 4/6, 6/3 e 7/5.  No masculino, os campeões Pan-Americanos foram os santistas Marcus Ferreira e Thales Santos, que venceram na final os irmãos Penalver da Venezuela, por 6/4 e 6/1.  Nas duplas mistas, mais uma vez, só brasileiros na final. Font e Joana venceram Santos e Muniz por 6/3 e 6/2 e foram os campeões.

Marcus Ferreira e Thales Santos - campeões do Pan-Americano
Mas, os jogos não pararam por aí. Juntamente com o Pan-Americano, os beachtenistas puderam participar do 5º Open de Beach Tennis – ASBT Primavera 2014, valendo pontos para o ranking nacional da CBT, com mais de 30 categorias amadoras, tais como dupla feminina, masculina, simples e mista A, B, C, Iniciante, Master 40+, 45+, 50+ e 55+, infanto-juvenil até 14 anos e profissional (simples e mista).

Marcus Ferreira e os futuros campeões do Beach Tennis

Foi uma semana de muitos jogos para mais de 350 atletas de várias partes do país e do mundo. Realmente, o beach tennis está mostrando toda a sua força e que veio para ficar. E o novo esporte está crescendo no Brasil, que cada vez mais possui atletas de ponta e entre os melhores no circuito mundial.