terça-feira, 28 de julho de 2015

Campeões do Circuito Escolar e Universitário treinam e estudam em Barcelona



Campeões do Circuito Escolar Universitário 2015/ Foto: Academia Sánchez-Casal


Espanha, verão europeu, calor de 34 graus. Enquanto no Brasil fazia aquele friozinho tradicional de inverno, um grupo de jovens tenistas aproveitou as férias escolares de julho para treinar e estudar na Academia Sánchez-Casal, em Barcelona, por duas semanas. Este foi o prêmio dado para 32 jogadores brasileiros que venceram o Circuito de Tênis Escolar e Universitário, apresentado pelo Itaú por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. 

Vista da Academia Sánchez-Casal

O torneio, organizado pelo Instituto Sports, foi disputado em quatro estados, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná nas categorias 12, 14 e 18 anos, e universitária. Os campeões do Circuito Escolar e Universitário puderam vivenciar experiências em uma das melhores academias do mundo, em que já treinaram Andy Murray, Daniela Hantuchova e Svetlana Kuznetsova, além de estudar idiomas e conviver com pessoas de diversos países.

Andy Murray treinando na Academia Sánchez-Casal

Os tenistas brasileiros chegaram em Barcelona num domingo, dia 12 de julho. Depois de 11 horas de voo direto com a Singapore Airlines, saindo de São Paulo, no final da tarde do mesmo dia, eles já estavam na academia batendo bola para que os treinadores pudessem separar todos em grupos, de acordo com o nível e idade.

Rafael Barcelos

Os treinos na Sánchez-Casal são puxados. De manhã, são duas horas de treino de quadra, duas de preparo físico e mais a aula de idiomas, que pode ser de inglês ou espanhol, de acordo com a escolha do atleta. À tarde, mais treino. Duas horas de quadra e geralmente mais uma hora de preparo físico. 

André Russo

Os dormitórios femininos e masculinos são separados na academia com uma distância considerável, em torno de 300 metros. As meninas se hospedam na residência, que é um prédio com vários quartos e os banheiros ficam no corredor. Meninos de cerca de 10 ou 11 anos, às vezes também ficam junto com as meninas neste local. 



Já os meninos ficam nos bangalôs, do outro lado da academia, perto da administração. Os quartos possuem banheiro, mas o chuveiro fica separado. Não é permitida a presença das meninas nos quartos dos meninos e vice-versa. Há monitores da academia nos dormitórios para ajudar em qualquer problema e para fazer a conferência dos atletas à noite, de quem está no quarto. Às 22h, todos devem estar em seus dormitórios. Um alarme é acionado à meia noite, caso alguém queira sair ou chegar depois desse horário fica complicado... 

Os treinos de quadra são muito focados em exercícios de movimentação para o desenvolvimento do jogo dos atletas. Os treinadores estimulam os jogadores a se movimentarem da forma correta o tempo todo. A academia possui 13 quadras de saibro, 12 rápidas e duas de grama sintética.

Carol Oliveira

Lá na academia não tem espaço para preguiça. Os jogadores não podem faltar nos treinos, a não ser com uma liberação do fisioterapeuta, por motivo de doença ou contusão.

A parte física possui exercícios de prevenção de lesões necessários para todos os tenistas e os preparadores trabalham também muita movimentação e fortalecimento. São utilizados medicine balls, TRX, sigla de Total-body Resistance Exercise (que significa Exercício de Resistência do Corpo Inteiro), exercícios específicos para o tênis com elásticos, alongamentos dinâmicos e muitos abdominais. 

Erika Cheng

A alimentação saudável dos atletas está garantida na Sánchez-Casal. Saladas e pratos quentes são disponibilizados para os tenistas, dentro de uma dieta balanceada. Carnes brancas, massas, batatas, legumes e frutas podem ser facilmente encontrados no refeitório.



Mas, também dá para sair um pouco da academia. Os passeios em Barcelona não foram deixados de lado. A Sánchez-Casal levou os campeões do Circuito Escolar Universitário para o Camp Nou (Estádio do Barcelona), Parque de diversões, Port Aventura (com montanha russa, splash, etc), para fazer compras no Shopping e à praia. Os passeios são feitos às quartas-feiras à tarde, sábados e domingos. Além de treinar muito, deu para todo mundo se divertir também!

Visita ao Camp Nou

E para ajudar todos esses tenistas brasileiros, quatro monitores embarcam com o grupo. Este ano foram Lia Benthien, Renata Dias, Filipe Sarracine e Caio Dias. De acordo com a avaliação dos coordenadores, o grupo de 2015 aproveitou da melhor forma possível essas duas semanas de treino e estudos. Parabéns a todos!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dois torneios ITF de beach tennis marcam os meses de maio e junho no Rio de Janeiro



Agulha e Font/Crédito: Angélica Goudinho

O Go Green International Beach Tennis Tournament e o I Rio Open de Beach Tennis movimentaram as areias cariocas


Os meses de maio e junho foram muito importantes para o beach tennis no Rio de Janeiro. A cidade sediou dois campeonatos internacionais, valendo pontos para o ranking mundial e ainda vaga para juvenis que representarem o Brasil no Mundial por equipes. Sem contar a festa do Oscar, que premiou os melhores jogadores de beach tennis de 2014.

Go Green/ Crédito: Sofia Suplicy/ divulgação

Entre os dias 5 a 7 de junho na Barra da Tijuca aconteceu o Go Green International Beach Tennis Tournament, torneio ITF G2 com premiação de US$ 6.500. Além dos campeões das categorias profissionais e amadoras, o evento teve a definição dos juvenis que representarão o Brasil no Mundial por Equipes que acontece em julho, na Rússia.

Luciene Muro e Janaina Armani/ Crédito: Angélica Goudinho

Os campeões da categoria masculina profissional foram os santistas Marcus Vinicius Ferreira e Thales Oliveira, que bateram na final a dupla formada por Julio Cesar Julianoti e Lucas Casagrande, por 7/6(4) e 6/3.

Da esq. para dir./Ferreira, Cortez e Santos/ Crédito: Sofia Suplicy

No feminino, Samantha Barijan e Lorena Melo venceram na decisão a brasileira Luciana Fernandes da Silva e a francesa Magalie Garnier, por 7/5 e 6/2.

Barijan e Melo/ Crédito: Sofia Suplicy

Antonio Vitor Tremura e Pedro Henrique Bragança conquistaram vaga para o Campeonato Mundial por equipes, na categoria 14 anos. Isabella Costa Dalmagro e Eduarda Schuck Silva venceram no feminino. O Campeonato Mundial por Equipes de Beach Tennis será disputado entre os dias 15 e 19 de julho em Moscou. 

Renata Dias e Laura Pimenta/ Crédito: Angélica Goudinho

O 1º Rio Open de Beach Tennis, ITF G3, com premiação de US$ 2.500, aconteceu de 15 a 17 de maio na praia de Botafogo e contou com a participação de mais de 380 atletas. Foram utilizadas 26 quadras, com uma principal e mais uma de aquecimento. Veja o vídeo oficial do torneio:



Atletas de 12 estados estiveram no evento: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Rio Grande do Norte  e mais de 40 cidades diferentes.

Fotógrafos Rio Open/ Angélica Goudinho e Ricardo Di Blazi

Equipe de arbitragem do I Rio Open: Pablo Siqueira, Jeferson Pinto e Jorge Souza Jr

Na categoria profissional feminina, as campeãs foram Lorena Melo e Samantha Barijan e as vice-campeãs, Isabelle Vechi e Sofia Kelbert.

Melo e Barijan/ Crédito: Freddy Carvalho
Kelbert e Vechi/ Crédito: Freddy Carvalho
 
No masculino, Raffael Agulha e Vinicius Font levaram o título e Ralff Abreu e Diogo Carneiro, ficaram com o vice-campeonato. 

Abreu e Carneiro/ Crédito: Freddy Carvalho

No sábado, dia 16 de maio foi realizada a festa do Oscar do Beach Tennis 2015, organizada pela AJB (Associação de Jogadores de Beach Tennis), no salão nobre do Leme Tênis Clube. Os melhores atletas brasileiros da modalidade em 2014 foram premiados. Destaque para os ex-líderes do ranking mundial, Vini Font e Joana Cortez, que foram escolhidos os melhores jogadores de 2014, mais uma vez. Atualmente, eles são os melhores brasileiros no ranking mundial, Vini, na 3ª posição e Joana, na 4ª colocação na ITF.


Os vencedores:


MELHOR JOGADORA ATÉ 20 ANOS: Laura Vilela Pimenta
MELHOR JOGADOR ATÉ 20 ANOS: Diogo Carneiro
45+ FEMININO: Luciene Sapienza Muro
45+ MASCULINO: Narck Rodrigues
MELHOR ATAQUE FEMININO: Sofia Kelbert
MELHOR ATAQUE MASCULINO: Vini Font
MELHOR DEFESA FEMININO: Flavia Muniz
MELHOR DEFESA MASCULINO: Vinicius Chaparro
MELHOR SAQUE FEMININO: Sofia Kelbert
MELHOR SAQUE MASCULINO: Thales Santos
MELHOR DEVOLUÇÃO FEMININA: Flavia Muniz
MELHOR DEVOLUÇÃO MASCULINO: Marcus Vinicius Ferreira
REVELAÇÃO FEMININA: Renata Pafiadache
REVELAÇÃO MASCULINA: Felipe Bresola de Alencastro
MELHOR TORNEIO:  Maraca Beach Tennis
MELHOR JOGADORA: Joana Cortez
MELHOR JOGADOR: Vini Font

terça-feira, 21 de abril de 2015

Luca Cramarossa: quando a dedicação supera o talento




Luca Cramarossa/ Crédito: Ivan Lee Barcellos


Conheça mais sobre o italiano, que é um dos melhores jogadores de Beach Tennis do mundo!

Apesar da pouca idade, o italiano Luca Cramarossa, de 22 anos, já está entre os 5 melhores jogadores do mundo de beach tennis e conquistou mais de 20 títulos em torneios internacionais. Simpático e bem humorado, ele aproveitou que disputaria o torneio ITF G1 de Torres de 2 a 5 de abril, no Rio Grande do Sul, para fazer uma série de clínicas em vários points de beach tennis no Brasil, no “Crama Tour”, que passou pelo Rio de Janeiro, Porto Alegre, ITF G1 Torres e São Paulo.



No torneio de Torres, que foi muito elogiado pela estrutura e ótima organização, Cramarossa foi campeão ao lado do compatriota número um do mundo, Alessandro Calbucci, conseguindo fazer uma ótima transição das quadras indoors na Europa para o clima de praia brasileiro. Na final, eles bateram a dupla top 6 do mundo, formada pelos brasileiros Marcus Ferreira e Thales Santos, por 3/6, 6/3, 6/3, perdendo apenas um set em todo o torneio.

Cramarossa e Calbucci em Torres

Esta é a terceira vez que Cramarossa está no Brasil. Ele também esteve na Costa do Sauípe em 2012, em que foi campeão de um torneio ITF, jogou em Santos no ano passado e confessa que adora o país. Para Cramarossa, como para muitas pessoas que adoram belas paisagens e esportes: “Seria um sonho viver no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro”.  

Cramarossa ao lado de Joana Cortez e Samantha Barijan, durante clínica no Rio de Janeiro/ Crédito: Ivan Lee Barcellos

Cramarossa e Barijan durante exibição no Rio de Janeiro/ Crédito: Ivan Lee Barcellos

Mas, o lugar que ele vive também tem lindas praias. Natural de Taranto, Cramarossa, que vive no norte da Itália em Rimini, na região de Emilia-Romagna. Lá ele possui uma escola de beach tennis, que se chama "Argentina Beach Tennis", o nome foi dado porque seu treinador, Nicola Gambi, gosta muito do país e da garra que os “hermanos” apresentam em quadra. 


Lu Carelli e Monica Buchele do Point Leblon 1000, com Cramarossa

Clínica na Inauguração do Point da ONG Bola na Fita, no Rio de Janeiro

Saiba mais sobre a vida e curiosidades de um dos melhores jogadores italianos do circuito, atleta patrocinado pela MBT, nesta entrevista que foi concedida após uma de suas clínicas no Clube Espéria, em São Paulo.

Clínica no Clube Espéria, em São Paulo

Como você começou a jogar Beach Tennis?
Comecei quando tinha 15 anos numa competição com vários esportes e um deles era o beach tennis. Joguei contra um professor de Educação física, perdi de 6/0, mas no final ele viu que eu tinha potencial e me convidou para começar a treinar. Então, eu que já jogava tênis, fui aos poucos treinando cada vez mais beach tennis. Com 19 anos me mudei para a região de Emilia-Romagna para me dedicar exclusivamente ao esporte. Comecei a jogar beach tennis profissional em 2011.

Cramarossa dando entrevista para a emissora italiana RAI, no Rio de Janeiro

Como funciona sua rotina de treinos?
Eu treino três vezes por semana a parte física, com exercícios na areia e na academia, e mais duas vezes por semana faço os treinos de beach tennis. Não consigo treinar muito porque preciso dar 8 horas de aula por dia. Não tem como se manter somente com a premiação em dinheiro que ganhamos nos torneios. Só para se ter uma ideia, nos torneios ITF G1, o campeão leva US$ 750 dólares, então fica difícil viver apenas com o que recebo nos torneios e preciso também me dedicar aos meus alunos.


Cramarossa, em Torres


Você tem parceiro fixo?
No ano passado fiz uma ótima temporada ao lado de Luca Melicone (número 11 do mundo), chegando até a final do mundial na Cervia (ITA), em que fui vice-campeão. Inclusive, foi um jogo emocionante, minha melhor memória no beach tennis, muitas pessoas estavam assistindo. Mas, este ano vou fazer parceira com Marco Antonelli (número 63 da ITF) e espero que eu tenha mais uma boa temporada. 

Cliníca de Cramarossa em Porto Alegre, Juarez Santini

Qual o seu maior objetivo com o beach tennis?
O que mais quero é que o esporte se torne olímpico e que eu possa disputar uma olimpíada. Lógico que também gostaria de ser número um do mundo, mas infelizmente por conta do meu trabalho não posso viajar muito. Então tenho que ir muito bem nos torneios que disputo, normalmente jogo mais na Itália , onde os torneios são muito fortes.

Clínica em Santos

Você acha que o fato de ter sido jogador de tênis te ajudou a jogar beach tennis?
Como eu gostava de sacar e jogar na rede, foi bom por causa da parte técnica, meu ídolo sempre foi o Boris Becker (risos)... Isso ajudou para o beach tennis, já que o jogo é baseado em voleios e smashs. Inclusive, o smash caindo para trás é a minha jogada preferida.



Qual a principal diferença entre o estilo de jogo dos italianos e dos brasileiros?
Na Itália temos uma escola de beach tennis, então priorizamos a parte técnica, sempre jogamos contra bons jogadores, inclusive muitos brasileiros vão para Itália para treinar, porque lá começou o esporte e é natural que esteja mais desenvolvido. Acho também que o estilo italiano é mais clássico, mas os brasileiros também jogam muito bem e se dedicam bastante, então o esporte tem tudo para continuar crescendo no Brasil.

Cramarossa treinando com Bruno Falcão, Vini Font e Ralf Abreu no Rio